Comissários se reúnem no SINPOL e querem presidir flagrantes
03/04/2008
Comissários de polícia estiveram reunidos no SINPOL nesta quinta-feira, dia 3, para tratar de temas específicos da categoria. Como ainda não têm sede, a União dos Comissários de Polícia (Unicompol) faz reuniões em outras entidades. Pretendem formar um núcleo dentro do Sindicato para lutar por seus direitos, segundo informou o conselheiro e comissário Franklin Bertholdo. A criação do núcleo dentro do Sinpol tem por objetivo unir todos e conscientizar que o comissário de polícia é um cargo de fato e não apenas uma classe, como apregoa uma minoria dentro da polícia. No passado, os comissários desempenharam importante papel nas delegacias. Hoje querem o seu status de volta: presidir os flagrantes, na ausência dos delegados, desde o recebimento do preso até a emissão da nota de culpa. Uma proposta da categoria ao legislativo prevê a figura da autoridade leiga ou relativa nas delegacias de polícia que viria amenizar a falta de delegados na instituição. Em todo o estado, segundo a Unicompol, temos apenas 430 delegados. Com a chegada de mais 70 que se formaram na Academia de Polícia esse número sobe para 500. No entanto, esse contingente ainda está muito aquém do necessário para uma população de cerca de 14 milhões de habitantes. Já o número de comissários em atividade é de 780, podendo perfeitamente colaborar com os procedimentos de prisão em flagrante, e assumindo esse serviço outra vez nas delegacias distritais nos bairros. Com isso, o atendimento à população melhoraria muito, evitando-se que, de acordo com o local da ocorrência com presos, vítimas e policiais fizessem uma peregrinação pelas ruas da cidade ou rodovias do estado até chegar a uma central de flagrante, determinada previamente pela Chefia da Polícia Civil.
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