POLICIAIS CIVIS PEDEM "ESMOLAS" E SE JUNTAM AOS SERVIDORES DA SAÚDE E EDUCAÇÃO, EM PROTESTO NO PALÁCIO GUANABARA
22/08/2007
Nesta quinta, assembléia às 11h na Chefia de Polícia
No segundo dia de greve (21/08), os policiais civis fizeram panfletagem em frente à Chefia de Polícia Civil e caminharam até o Palácio Guanabara, onde manifestantes pararam motoristas particulares e de ônibus pedindo "esmolas", alegando baixos salários pagos pelo estado. A arrecadação será entregue à campanha contra o câncer infantil.

Minutos depois, por volta do meio-dia, chegaram à sede do governo estadual os profissionais de educação, saúde e agentes penitenciários. Para o presidente do SINPOL, Fernando Bandeira, o movimento grevista foi um sucesso e teve grande adesão na capital, Baixada Fluminense e interior. A grande concentração de servidores que receberam o reajuste de 1% ao mês durante dois anos em frente ao Guanabara, fez com que o governador recuasse e acenasse através da mídia o retorno das negociações .

Na Secretaria de Segurança Pública, em reunião com o Sindicato e a Coligação, o secretário Beltrame demonstrou interesse em interceder junto a Sérgio Cabral para que o governo volte a negociar com a categoria, que não teve nenhuma de suas reivindicações atendidas. As conversas se arrastam desde janeiro e sequer o reescalonamento salarial, que proporcionaria um reajuste médio de 50% foi concedido. A secretária do SINPOL, Cheila Masioli, informou que a categoria não quer aumento e sim a reposição da GEAT retirada em 2001, e incorporada aos vencimentos dos delegados, PMs e bombeiros.

Delegacias de grande movimento, como a 21ª DP (Bonsucesso) que normalmente tem 50 registros diários, com a greve deflagrada na última segunda-feira fez apenas 7 ocorrências. O mesmo ocorre nas DPs da Zona Oeste e da Baixada. Todos seguem a cartilha de greve distribuída pelo sindicato. As delegacias do Sul-Fluminense também aderiram à greve de 72h.

Nesta quinta-feira, às 11h, haverá nova assembléia em frente à Chefia de Polícia, para decidir os rumos do movimento reivindicatório dos policiais civis.

Voltar
Imprimir