REAJUSTE SALARIAL: SERGIO RUY MAIS UMA VEZ "EMPURRA COM A BARRIGA"
01/02/2008
GILBERTO RIBEIRO ACREDITA NUM ENTENDIMENTO COM O GOVERNO
O SINPOL, a Coligação, Unicompol e os peritos estiveram nesta quinta-feira (31/01) reunidos com o chefe de Polícia Civil, Dr. Gilberto Ribeiro, para saber se houve avanços na negociação salarial com o governo do estado. No dia 25, o chefe de polícia se reuniu com o secretário estadual de Gestão e Planejamento, Dr. Sérgio Ruy, que até hoje não apresentou uma contraproposta quanto ao reajuste dos policiais civis. Antes, estiveram reunidos no SINPOL quando aprovaram uma nota de apoio ao secretário de segurança José Mariano Beltrame.

O delegado Gilberto disse que encontrou dificuldades em defender o reescalonamento diante de Sérgio Ruy, porque o pleito não é mais unanimidade: os investigadores são contra. Alegam que perderão direito adquirido. Mesmo assim, cobrou de Sérgio Ruy uma posição, pois várias tabelas já foram entregues à secretaria. Explicou ainda que a questão reivindicatória deve ficar para depois - até a poeira assentar - referindo-se à insubordinação de oficiais da PM ao governo do estado. Segundo ele, o momento é propício, pois "saímos da lama no início de 2007 para uma posição de credibilidade hoje". "Estamos cumprindo o nosso dever, retirando de circulação criminosos, armas e entorpecentes", enfatizou Gilberto Ribeiro na reunião com os sindicalistas.

Já o presidente do SINPOL, Fernando Bandeira, disse que há uma insatisfação muito grande entre os policiais por causa desse jogo de "empurrar com a barriga" do Sérgio Ruy, acrescentando que a situação piorou face ao boato que os delegados de polícia estariam reivindicando junto à secretaria de Planejamento, 70% do salário do promotor público, aumentando ainda mais a distância salarial com os agentes.
O chefe de polícia propôs retirar do pleito a GEAT porque nenhum governo irá pagá-la, sobretudo porque, certamente, uma enxurrada de ações na Justiça iriam cobrar os atrasados. Na sua opinião, uma nova gratificação aos moldes da Geat, poderia encabeçar as reivindicações. O SINPOL e as demais entidades classistas ficaram de estudar a proposição do chefe de polícia, garantindo, porém, que o reescalonamento salarial não ficará esquecido.
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