Sinpol vai à Casa Civil pedir ajuda

13/02/2008

Régis Fichtner diz que reajuste de policiais civis dependerá da economia

Representantes dos policiais civis estiveram ontem reunidos com o chefe da Casa Civil do governo, Dr. Régis Fichtner, no Palácio Guanabara, para tratar do reescalonamento salarial da categoria entregue há mais de um ano, ao governador Sérgio Cabral. Além do presidente do SINPOL, Fernando Bandeira, participaram do encontro a secretária do Sindicato, Cheila Masioli, o presidente da Associação dos Inspetores, Marcus Vinícius, e o presidente da União dos Comissários, Franklin Bertoldo.

Bandeira fez um relato do pleito que teve início quando Sérgio Cabral ainda era candidato ao governo do estado. Várias reuniões foram realizadas com o secretário de Gestão e Planejamento, Sérgio Ruy, com o chefe da Polícia Civil, Dr. Gilberto Ribeiro, e com o secretário da Segurança Pública, Dr. Mariano Beltrame. Ressaltou que os policiais civis estão com a corda no pescoço, pois os salários estão muitos baixos."Todo mundo sabe que queremos o reescalonamento salarial" que viria a substituir uma gratificação retirada do contracheque dos agentes em 2001, mas incorporada aos vencimentos dos delegados, PMs e bombeiros", lembrou Bandeira dirigindo-se ao chefe da Casa Civil.

Na última reunião que as entidades de classe tiveram com o governador, em setembro, Cabral disse que iria trabalhar para a recuperação salarial dos policiais a partir de 2008 – propondo um parcelamento do reescalonamento até 2010. No entanto, até hoje não sabemos o que o governo pode nos oferecer, diz Bandeira.

Régis Fichtner reconheceu que a imagem que a Polícia Civil tem passado para a população é de credibilidade, por estar fazendo um bom trabalho. Disse que vai chamar 400 aprovados do concurso de investigador e que a prioridade do governo é com a Segurança, Saúde e Educação.

A secretária do Sindicato, Cheila Masioli, acrescentou que o policial do Rio é visto por outras polícias estaduais como um herói. Ganha pouco e enfrenta todo tipo de adversidade em seu trabalho. Ainda assim, faz o enfrentamento com uma bandidagem fortemente armada, retirando-os de circulação.

O secretário da Casa Civil, Régis Fichtner, disse que "o reajuste dos policiais civis vai depender de como a economia do estado vai se comportar nos próximos meses. Estamos avaliando o comportamento da arrecadação e das despesas, para, em breve, o governo fazer uma proposta aos policiais civis", concluiu Régis.