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23/05/2016 - BANDEIRA, CONCEDE ENTREVISTA À TV CHILENA SOBRE A CRISE NA POLÍCIA

BANDEIRA, CONCEDE ENTREVISTA À TV CHILENA  SOBRE A CRISE NO ESTADO

Por Cláudio J.C.Alves                                                                                      https://www.sinpol.org.br

                                                                   Fotos: Berenaldo Lopes                                       

Bandeira explicou ao repórter Anwar Farrán (D) os reflexos da crise na polícia

Veja na íntegra a matéria da TV Megavision, clicando no link:

https://www.youtube.com/watch?v=OXY-OSMj04s

O comissário Fernando Bandeira (Foto), fundador e diretor do SINPOL, concedeu uma entrevista no último sábado, dia 14/5, à TV Megavision, do Chile, a principal rede de televisão chilena. Na sexta-feira (13) a assessoria de imprensa do Sindicato recebeu um telefonema do jornalista Mohamed, da Globo, querendo gravar com o Bandeira, que naquele dia já havia aparecido no RJ TV 1ª Edição. A matéria foi gravada numa praça em frente à Praia de Botafogo. A Megavision quis saber as conseqüências da crise do Rio de Janeiro na Segurança Pública e polícia.

Ao repórter Anwar Farrán, da TV Megavision, o diretor do SINPOL, Fernando Bandeira, disse que o efetivo pequeno da polícia civil (10 mil policiais) para todo estado é insuficiente para atender a demanda e ser eficaz nas investigações de crimes. “Uma lei de 1983 prevê um contingente de mais de 23 mil policiais civis, entretanto, passados mais de 33 anos, operamos com menos que a metade do efetivo previsto em lei”, disse Bandeira ao canal chileno. Outro problema é que desses 10 mil policiais, 20% estão em idade de se aposentar, diminuindo ainda mais o número de policiais nas delegacias.

As condições das unidades policiais da capital, Baixada Fluminense e interior, estão precárias, precisando de reformas. Há delegacias com apenas um banheiro para homem e mulher, porque um deles está quebrado. É o caso da 4ª DP Central do Brasil que funciona com banheiro misto.

      A gravação foi feita numa praça em frente à Praia de Botafogo

Somatório de problemas prejudicam às investigaçãos

Outro problema é que o policial nas delegacias fica sobrecarregado, pois além do pessoal já ser reduzido, ele tem que atender a parte no balcão da DP porque o funcionário terceirizado que faz este atendimento não vai trabalhar porque a empresa que o contrata não o paga.

São psicólogos, assistentes sociais e universitárias que estão há mais de um mês sem receber porque a empresa não recebe do governo do estado pelos serviços prestados. A limpeza das delegacias também está prejudicada, pois as serventes não estão trabalhando por falta de dinheiro. Com a crise econômica que se abateu sobre o Rio, as autoridades alegam que o estado não tem como pagar por esse serviço. A mesma coisa acontece com as viaturas que ficam largadas nas delegacias por falta de manutenção. A gasolina também está escassa, limitando em 30% o uso de viaturas.

Bandeira (acima) disse à Megavision que o somatório desses problemas prejudicam, e muito, a investigação de crimes – principal função da Polícia Civil. Com pouco pessoal e se desdobrando em várias atividades, o policial civil deixa de investigar ou investiga mal. “Como o juiz vai condenar um acusado se a investigação deixar de apontar fatos essenciais como autoria do crime”. Questiona o sindicalista.

O controle da criminalidade passa, contudo, por uma polícia judiciária competente, cujo papel é fundamental para prender e punir criminosos. Não tendo recursos para investigar, os bandidos ficam soltos aterrorizando a população das cidades do Estado do Rio de Janeiro.



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