REPRESENTANTES CLASSISTAS REIVINDICAM A TRANSFERÊNCIA DOS 2% QUE ERAM DO IASERJ PARA O HOSPITAL DA POLÍCIA CIVIL
10/01/2008
O SINPOL esteve nesta quarta-feira, dia 9, reunido com o chefe de polícia, delegado Gilberto Ribeiro, para tratar do convênio assinado no dia 11 de dezembro entre a Chefia de Polícia Civil e o plano de saúde Dix Assistência Médica LTDA. Também participaram do encontro as seguintes associações: Copol, Aiperj, Unicompol, e Associação de Investigadores.

O SINPOL questiona o plano de saúde particular, com descontos de 30% a 60%, para o policial civil e seus dependentes, já que a corporação tem um hospital próprio na Praça Mauá que não tem emergência, internação, clínicas médicas e precisa ser revitalizado. O plano de saúde só entra em vigor quando tiver a adesão de 3 mil policiais e dependentes.

O companheiro Bandeira, presidente do SINPOL, disse que cabe ao estado suprir o servidor de uma assistência médica que venha atender suas necessidades, mesmo porque o policial civil já desconta 11% do seu salário para o "Rio Previdência", dos quais 2% eram descontados para o hospital do IASERJ, hoje sucateado e inoperante. Para o presidente do Unicompol, Franklin Bertholdo, esses 2% que eram destinados à saúde do policial foram transferidos para o "Rio-Previdência", e com essa mesma percentagem, poderíamos salvar o hospital da Polícia Civil, caso o governo do estado alocasse esses recursos com esta finalidade.

O chefe de Polícia Civil, Gilberto Ribeiro, achou justa a reivindicação e ficou de levar a proposição ao governador Sérgio Cabral, mesmo admitindo que será difícil esse pleito porque nenhum órgão quer perder arrecadação. Gilberto Ribeiro informou ainda que o secretário de Gestão e Planejamento, Sérgio Ruy, não esteve com ele na segunda–feira passada, conforme o secretário havia dito aos policiais na reunião do dia 27 de dezembro. O secretário apenas ligou para o chefe de polícia nesta quarta-feira pedindo uma reunião para tratar do reescalonamento salarial da categoria.
Gilberto acrescentou que, diante das pressões que vem sofrendo do SINPOL e demais associações de classe, vai querer ouvir do secretário quando e como o reescalonamento pode ser implantado, já que os policiais presentes à reunião com o governador, em setembro, concordaram com o parcelamento do reajuste ao longo desses três anos que faltam da administração Sérgio Cabral.
No próximo dia 14, às 11h, os presidentes das associações classistas voltam a se reunir no SINPOL (Rua da Glória, 24) para decidirem como será a paralisação durante o Carnaval. Cada entidade deverá contribuir para que os setores Jurídico, Comunicação e Mobilização, funcionem em harmonia, visando o sucesso das manifestações durante os quatro dias de folia.
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