SEM CONSENSO, SINPOL CONVOCA NOVA REUNIÃO PARA O DIA 21

14/01/2008

NÃO HÁ MOVIMENTO VITORIOSO COM DIVISÃO NA CATEGORIA

O SINPOL e mais quatro entidades de classe (Apcerj, Unicompol, Atapol e Ainpol) se reuniram nesta segunda-feira (dia 14), quando foi discutida a possível paralisação do ano durante o Carnaval carioca, e a interferência do chefe de polícia, delegado Gilberto Ribeiro, no processo de negociação com o governo por imposição do secretário estadual de Planejamento, Sérgio Ruy. Na última reunião com o secretário, dia 27 de dezembro, o governo não apresentou nenhuma proposta. O secretário disse que o reescalonamento voltaria a ser discutido com o chefe de polícia, Dr. Gilberto Ribeiro, causando grande insatisfação nos policiais. Participaram ainda Zoraide Vidal, mãe da policial Ludmila Fernandes, assassinada em setembro de 2006, e Orlando Rocha, pai do policial André Gustavo, assassinado em maio de 2006.

A reunião contou com a presença do diretor do Sindicato dos Médicos, Dr. José Teixeira Alves Júnior, que reforçou o pedido para que os policiais civis participem de uma agenda em conjunto com os médicos e os profissionais da educação. Para José Teixeira é hora de largar o discurso e a partir para a ação: "A criança quando não tem um brinquedo ou sorvete desejado, ela chora... o trabalhador, quando fica sem salário, grita e vai às ruas". Quando se chega a um determinado ponto de aviltamento salarial, o trabalhador perde a dignidade, disse o dirigente sindical dos médicos, acrescentando que os servidores não podem perder essa dignidade, daí as ações em conjunto, visando recuperar as perdas dos últimos anos.

Representantes da Associação dos Investigadores questionaram o reescalonamento salarial apresentado ao governo, garantindo que saem perdendo em mais de 200%. Sugeriram uma revisão na planilha já entregue ao governador. Não houve também consenso quanto à mobilização durante o Carnaval. Por conseqüência, o comissário Franklin Martins (Unicompol) que dirigia os trabalhos, convocou nova reunião com todos os presidentes das entidades de classe para o próximo dia 21, às 11h, na sede provisória do SINPOL – Rua da Glória, nº 24. "Sem união não há como haver greve ou movimento vitorioso", desabafa o dirigente sindical.