Policiais Civis fazem assembléia decisiva nesta segunda-feira, dia 9, com indicativo de greve

12/06/2007



Os policiais devem comparecer com a camisa da Polícia Civil ou com roupa preta simbolizando luto

Os policiais civis do Rio que aprovaram indicativo de greve após a passeata do dia 26 último, voltam a se reunir em assembléia nesta segunda-feira, dia 9, em frente à Chefia de Polícia Civil, às 9h. Os agentes vão decidir se a categoria fará greve ou paralisação de 24h durante a realização dos jogos Pan-Americanos. Nesta quinta-feira, o SINPOL e as demais associações de classe foram chamados à secretaria de Gestão e Planejamento para uma reunião com o secretário Sérgio Ruy. Em pauta, a discussão do reescalonamento salarial dos policiais civis que proporcionaria um reajuste médio entre 50% e 70%, de acordo com o cargo do policial. A implantação do reescalonamento recuperaria as perdas com a retirada da gratificação especial de atividade (GEAT) dos contracheques da dos policiais civis, mas incorporada para Delegados, PMs e Bombeiros em 2001, pelo governo Garotinho, enfatizou o presidente do Sindicato dos Policiais (SINPOL), comissário Fernando Bandeira. Um inspetor de 6ª classe, de nível superior, recebe do estado pouco mais de R$ 1.200 mensal, acrescentou o sindicalista.

O secretário Sérgio Ruy disse que não tem como reajustar salários no momento, porque "o caixa do estado está com fluxo negativo". No entanto, afirmou que o governador Sérgio Cabral autorizou um estudo que implicaria em três alternativas: a secretaria faria um estudo que permitisse, ainda este ano, o pagamento da reposição da inflação dos últimos 12 meses, em torno de 3,5%; pelo IPCA, a todos os policiais civis ativos e inativos; pagamento de um abono para a Polícia Civil, extensivo à Polícia Militar e Corpo de Bombeiros; e previsão no orçamento de 2008 do índice de reajustamento para a Segurança Pública, Educação e Saúde. O chefe da Polícia Civil, delegado Gilberto Ribeiro, que chegou atrasado, foi enfático na defesa de seus policiais, quanto à questão de que se der aumento para a Civil, tem que dar para a PM e Bombeiros: "Temos que dar o reajuste que eles estão pedindo, através do reescalonamento, independente se o governo vai ter que dar para a PM ou não. Os delegados (em campanha salarial) também podem esperar, pois estão sobrevivendo com dignidade em comparação com os agentes, cuja situação é aflitiva", disse Gilberto para o secretário de planejamento.

Já as lideranças dos policiais aceitam a reposição da inflação do período, desde que esteja vinculada à implantação do reescalonamento para este ano, mesmo que parcelado em 12 vezes. O secretário, entretanto, concordou com um parcelamento de no mínimo 24 vezes – proposta rejeitada pelos presidentes do Sindicato e das quatro entidades de classe: Associação dos Inspetores, Associação dos Peritos Criminais e Legistas, Associação dos Papiloscopistas e Coligação dos Policiais. A proposta do governo será submetida à assembléia desta segunda-feira, dia 9. O secretário Sérgio Ruy marcou nova reunião para o dia 16 de julho, quando poderá apresentar a contraproposta do governo.

Estiveram presentes à reunião com o secretário, além do presidente do SINPOL, Fernando Bandeira, e do assessor de imprensa, Cláudio José, o presidente da AIPERJ, Marcos Vinícius; o presidente da APCERJ, Élcio Costa e o diretor, Erlon Reis; o presidente da APPERJ, Antônio Júlio; o diretor da Coligação, Miguel Calil; mais os companheiros Denilson e Jório, da comissão de mobilização. Também participaram da reunião o subsecretário de planejamento, Luiz Carlos de Almeida Campelo, a superintendente de pessoal e planejamento, Elisabete Fragoso, e a assessora contábil, Marta Pavone.