MIL POLICIAIS CIVIS VÃO ÀS RUAS

26/06/2007

Indicativo de greve até o dia 9 de julho

Desde 1997 não se fazia uma passeata tão numerosa de policiais no Rio. A grandiosa manifestação saiu da Chefia de Polícia às 12h desta terça-feira (26), e fez uma volta em torno do IML, passando pela Rua dos Inválidos, Av. Mem de Sá, Cruz Vermelha, Av. Henrique Valadares, Rua da Relação, Av. Chile, Av. Almirante Barroso, Av. presidente Antônio Carlos e ALERJ, onde novo protesto, com assembléia da categoria, decidiu aprovar o estado de greve até o dia 9 de julho, quando nova assembléia em frente à Chefia de Polícia, às 11h, decidirá se os policiais civis do Rio de Janeiro farão greve durante a realização dos jogos Pan-Americanos. O SINPOL e as demais entidades de classe começaram a negociar o reajuste salarial dos companheiros no início de janeiro.

O governador Sérgio Cabral chegou a receber no dia 24 de março, representantes do Sindicato e das outras seis entidades de classe, quando lhe foi entregue a pauta de reivindicações propondo mudanças no índice de cálculo do escalonamento vertical, visando recuperar a GEAT, retirada dos contracheques em 2001. Cabral reconheceu que o policial civil ganha muito pouco e nomeou o secretário de Gestão e Planejamento, Sérgio Ruy, para representar o governo nas negociações com os policiais. Houve apenas uma reunião com o secretário. Outras duas reuniões agendadas foram suspensas sem uma nova data para a retomada das conversas com o governo estadual.

Sem resposta para suas reivindicações os policiais civis foram às ruas. Primeiro, dia 28 de maio, fizemos a caminhada "Povo e Polícia Juntos" com a participação das mães e pais de policiais assassinados, além de parentes das vítimas da violência. Depois realizamos panfletagem poliglota no Aeroporto Internacional do Galeão, dia 29 de maio, dirigida aos turistas nacionais e estrangeiros que diariamente chegam à cidade.

Em três anos de negociação com o governo do estado, o SINPOL vem explicando que os policiais civis não querem aumento, mas sim a reposição das perdas com a retirada da GEAT dos contracheques dos agentes e incorporada para Delegados, PMs e Bombeiros durante o governo Garotinho.

Na passeata desta terça-feira compareceram mil corajosos policiais civis, que tiveram apoio de deputados oposicionistas como Paulo Ramos, Flávio Bolsonaro, entre outros que vieram prestar solidariedade aos agentes da lei. Também registramos a presença de sindicalistas da Nova Central Sindical de Trabalhadores, dirigentes do Sindicato dos Vigilantes do Rio, que emprestaram o caminhão e o carro de som (para o sucesso do evento), Cleide Prado - da ONG Gabriela Sou da Paz - , advogada da OAB, Zoraide Vidal, mãe da oficial de cartório Ludmila Maria, assassinada em setembro de 2006, além de policiais aposentados e pensionistas.