POLICIAIS CIVIS PARTICIPARAM DO II CONGRESSO DA NCST EM BRASÍLIA
18/06/2009
Mais de 1.500 delegados, vindos de todas as regiões do País, participaram do IIº Congresso Nacional da Nova Central Sindical de Trabalhadores em Brasília, realizado de 27 a 29 de maio. A delegação do Rio contribuiu com mais de 100 delegados, entre eles policiais civis, servidores do município, vendedores propagandistas, vigilantes, empregados de agentes autônomos do comércio, rodoviários e trabalhadores da construção civil. A solenidade foi aberta pelo presidente da NCST, José Calixto Ramos, que destacou a trajetória da central desde a sua fundação em 2005.

O Ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, reconheceu o papel da Nova Central no movimento sindical brasileiro. Ele, na abertura do congresso, observou que a Nova Central é herdeira do sonho e dos ideais de Getúlio Vargas, Brizola e Darcy Ribeiro. O Ministro salientou que a Nova Central é a sua central também, pois a defesa da unicidade sindical é um dos pilares da estrutura sindical brasileira que não pode ser destruída.

O Senador Paulo Paim (PT-RS) esteve presente na abertura do IIº Congresso da NCST, assim como esteve no congresso de fundação da central. Paim falou da importância da unidade de todos os brasileiros para acabar com o fator previdenciário, para recuperar os direitos dos aposentados e para avançar na construção de um país mais justo com melhor distribuição de renda.

Dirigentes sindicais de confederações e de centrais sindicais ressaltaram a presença da Nova Central no movimento sindical brasileiro. Os sindicalistas destacaram a importância da NCST e ressaltaram o papel do presidente José Calixto Ramos.

Presidente do SINPOL diz que portaria é inconstitucional
O presidente do SINPOL, Fernando Bandeira, ressaltou a importância da NCST na luta dos trabalhadores privados e públicos, acompanhando atentamente as ações desenvolvidas pelo Ministério do Trabalho e pelo ministro Lupi, que assinou a portaria 186 que fere a Constituição de 1988 e os princípios do trabalhismo. Bandeira disse que a portaria foi editada para facilitar o registro de sindicatos, contendo alguns parágrafos que introduzem na prática a pluralidade sindical. “É preciso que a Nova Central se mobilize cada vez mais para que esses parágrafos sejam cancelados. Da forma que está, a portaria fere a unicidade sindical, prejudicando os servidores policiais”, concluiu Bandeira.
Senador Paulo Paim (PT/RS) se emociona
Após conclamar todos os trabalhadores para acabar com o fator previdenciário, o senador Paulo Paim afirmou que estava à vontade, pois, ali, junto aos delegados do IIº Congresso, disse com a voz embargada que a Nova Central é a central sindical com a qual se identifica. Em sua palestra “A política do pleno emprego como alternativa à crise”, o senador falou de seus projetos, destacando a defesa dos aposentados e dos trabalhadores. Foi ovacionado pelo delegados que gritaram: “É evidente, Paim presidente”. Chegou a ser carregado nos ombros pelos sindicalistas.
Nova Central defende negociação no serviço público
O presidente José Calixto destacou em seu discurso de posse o trabalho realizado por toda diretoria, pelas confederações e pelos funcionários da entidade. Calixto reforçou os princípios éticos que sempre nortearam seus mais de 50 anos de vida sindical. O presidente da Nova Central disse “que os desafios para os trabalhadores estão postos e que é fundamental a união dos trabalhadores para enfrentarmos não só essa crise mundial, mas também nos inúmeros desafios que o mundo do trabalho tem colocado a nossa frente”. Para o quadriênio 2009/2012, a NCST tem como objetivo os seguintes projetos: redução da jornada de trabalho sem redução de salários; aumento do salário mínimo; PEC do trabalho escravo; demissão imotivada; e Convenção 151 que diz respeito aos servidores públicos.
A Convenção 151, da Organização Internacional do Trabalho (OIT), foi aprovada por unanimidade, em agosto de 2008, pela Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados. A norma estabelece a negociação coletiva no âmbito da administração pública federal, estadual e municipal, bem como o direito de greve.
A matéria agora será analisada pelas comissões de Trabalho, Constituição e Justiça, Administração e Serviço Público, para então ser apreciada pelo Plenário da Câmara.
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