Do Corcovado Polícia Civil comemora 200 anos
14/05/2008
SINPOL COBRA DE SECRETÁRIO REAJUSTE
A Polícia Civil comemorou seus 200 anos com missa solene do alto do Corcovado, aos pés do Cristo Redentor, no dia 9 de maio, com a presença do governador Sérgio Cabral, do secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, e do chefe da Polícia Civil, Gilberto Ribeiro, entre outros delegados e policiais civis. Também participaram da solenidade os companheiros Fernando Bandeira e Flávio Amaral, representando o SINPOL, além de representantes da Polícia Rodoviária Federal e da Polícia Militar. Um helicóptero da polícia jogou pétalas de rosas em cima das pessoas que foram prestigiar o evento. Um pára-quedista da Core saltou da aeronave acima do Cristo, com uma faixa contendo a seguinte inscrição: Polícia Civil, 200 anos.

A missa foi celebrada pelo cardeal arcebispo do Rio, Dom Eusébio Oscar Scheid, que abençoou as bandeiras do Rio de Janeiro e da Polícia Civil.

Sindicato cobra reescalonamento das autoridades
Na oportunidade, o presidente do SINPOL, Fernando Bandeira, fez contato com um grupo de excedentes do concurso de investigador que teve um total de 1774 candidatos aprovados no certame, ocorrido em fevereiro e 2006. Desse contingente, 500 já desistiram. Bandeira disse da importância do aproveitamento dos excedentes para complementar o quadro da PCERJ em razão do baixo efetivo de apenas 9.500 policiais civis em todo o estado. “A entrada desses jovens policiais iria oxigenar a polícia e agilizar as investigações, que estão prejudicadas por falta de pessoal”, enfatiza Bandeira.

O presidente do SINPOL aproveitou para cobrar do secretário Beltrame e do chefe de polícia, Gilberto Ribeiro, o reescalonamento salarial da categoria. Em setembro do ano passado, numa reunião com o governador, todas as entidades de classe concordaram com o pagamento do reajuste salarial (visando recuperar a Geat) até 2010. Mas, até agora, o governo vem protelando uma decisão a favor dos policiais civis.

Criada como Intendência Geral de Polícias pelo príncipe regente D. João VI logo que chegou ao Brasil fugindo das tropas napoleônicas, a Polícia Civil foi o embrião de todas as polícias do país. A intenção de D. João VI ao fundá-la foi se resguardar dos agitadores e espiões políticos imbuídos dos ideais libertários da revolução francesa.



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