ASSEMBLÉIA NO SINPOL DECIDE PEDIR INTERVENÇÃO DA FIFA E CBF
21/11/2007
Em 2008, protestos de policiais voltarão a incomodar o governo
Diante da morosidade do governo em atender nossas reivindicações, foi realizada nesta quarta-feira, dia 21, no sindicato, assembléia para decidir o que fazer quanto à falta do reescalonamento salarial da categoria. A proposta do Sinpol e demais associações classistas, com a GEAT embutida, foi entregue numa reunião com o governador em março. Numa outra reunião em setembro, ficou acertada a construção de uma recuperação salarial a partir de janeiro de 2008, desde que os policiais não fizessem mais greves ou protestos do tipo "pedir esmolas", alertou o governador do estado.

Na assembléia do dia 21/11 os companheiros aprovaram o seguinte:
Organizar cronograma de protestos para 2008; Reunião específica com as demais "entidades de classe" no próximo dia 27/11 (terça), às 10 h, no SINPOL (Rua da Glória nº 24); e formular expediente para a FIFA e CBF, relatando as péssimas condições salariais e de trabalho dos policiais cariocas tendo em vista a Copa do Mundo de Futebol em 2014.

O companheiro Bandeira, presidente do SINPOL, ressaltou a importância de construir uma unidade com as demais associações – Copol, Aiperj, Apperj, Apcerj, UP, Unicopol, entre outras – objetivando unificar o movimento em torno das reivindicações e lutas em benefício dos policiais civis. Bandeira lamentou a ausência dos representantes classistas e espera que na próxima reunião específica de trabalho, todos compareçam à reunião do dia 27 e tragam suas propostas.

Já o companheiro Francisco Chao, da Comissão de Mobilização do Sindicato, disse que há muita coisa por se fazer, sugerindo uma comitiva de policiais à sede da FIFA, em Zurique, capital da Suíça, quando o Sinpol entregará ao presidente do órgão máximo do futebol, que o Brasil não tem condições de sediar uma Copa do Mundo, devido à situação precária em que se encontra a polícia do Estado do Rio de Janeiro.

Este ano já fizemos duas greves, três passeatas, duas reuniões com o governador, várias reuniões com o chefe de polícia, secretário de Planejamento e secretário de Segurança, e com o pleito amplamente divulgado pela "mídia". Entretanto, o governo estadual vem protelando uma solução para o reajuste dos agentes.
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