PM impediu protesto na rua onde mora governador no Leblon

26/10/2008

Servidores estaduais foram cobrar reposição salarial de 66%

Acabou em sopa o protesto do MUSPE – Movimento Unificado dos Servidores Públicos Estaduais – que fez passeata (23/10) do Arpoador até o Leblon, próximo ao prédio do governador Sérgio Cabral na Rua Aristides Espínola. Um pelotão de choque com 30 PMs fortemente armados e equipados impediu que os cerca de 100 manifestantes chegassem à porta do governador Cabral. Frustrados, serviram sopa de ervilha a quem estava ou passava pelo local. Dez policiais civis estiveram na caminhada.

O bloqueio feito pela Polícia Militar na esquina da Av. Delfim Moreira com Aristides Espínola revoltou os servidores. O presidente do Sindicato dos Médicos, Jorge Darze, se queixou do autoritarismo e do forte aparato da PM, com balas de borracha e gás lacrimogêneo.

– O governador rasgou a Constituição, desrespeitando o Estado de Direito ao impedir o acesso das pessoas numa rua pública. Queremos apenas negociar com o governador as promessas de campanha que ele fez – reclamou.

Já o presidente do SINPOL, Fernando Bandeira, disse que limitar nosso direito de ir e vir é um ato inconstitucional.

– Com certeza, todo esse nosso esforço em negociar com o governo terá algum desdobramento, disse Bandeira.

O comandante do 23º BPM, cel.Carlos Milan, informou aos jornalistas que estava no local para preservar e proteger a moradia de Sérgio Cabral, considerada naquele momento residência oficial do governador.

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