NEGOCIAÇÃO COM O GOVERNO – "É TUDO OU NADA!"

06/09/2007

Assembléia mantida para 18 de setembro, às 11h, em frente à Chefia de Polícia

Tanto a proposta do governo de 1% ao mês em 24 vezes, quanto a de 4% de uma só vez, a partir de setembro, não agradou a categoria que está com uma defasagem salarial de mais de 50%, com a perda da GEAT, em 2001. "Esse novo reajuste de 4% viria apenas cobrir as perdas com a inflação em 2007", destaca Bandeira, acrescentando que até agora nenhuma reivindicação da pauta específica entregue ao governador, em março, foi atendida. Já a secretaria de Fazenda acha que deu muito para a Saúde, Educação e Segurança. A assessoria de imprensa do Palácio Guanabara chegou a dizer que "o governo estendeu ao máximo a corda das finanças". Após optarem pela não greve no dia 29 de agosto, nova assembléia geral dos policiais está mantida para 18 de setembro (terça), às 11h, na esquina da Av. Gomes Freire com Rua da Relação, no Centro.

Na reunião de quarta-feira no SINPOL, com as lideranças e representantes das entidades classistas, chegou-se à conclusão que não arredaremos pé do reescalonamento salarial, que proporcionaria reajustes médios entre 50% e 70%. O SINPOL vem mantendo contatos com o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, que se comprometeu em agendar uma reunião com o governador Sérgio Cabral antes mesmo do encontro do Sindicato e das outras associações da PM, Corpo de Bombeiros e DESIPE terão com o governador a próxima quinta-feira, dia 13 de setembro. Mas caso o governo não dê o reescalonamento, com a mudança do fator de cálculo de 0,59 para 0,87, a comissão de negociação tem um plano B para apresentar aos técnicos do governo que atenderia todas as categorias dentro da Polícia Civil.