Reescalonamento fica para 2008
28/09/2007
Em reunião hoje com o governador, Sérgio Cabral, as lideranças dos policiais civis ouviram do chefe do executivo que o pleito da categoria – o reescalonamento salarial – é justo. Disse ainda que se o nível de impaciência do Sindicato e das demais associações extrapolar o “tolerável” , como pedir “esmolas” na rua, é lógico que não haverá mais diálogo. Pelos policiais civis falaram Bandeira, Cheila, Eustáquio e Chao. Todos questionaram o governador quanto aos recursos para a implantação do reescalonamento com a GEAT embutida na planilha, gratificação que deixou de ser paga pelo governo em 2001, mas incorporada para delegados, PMs e bombeiros.

Na reunião, todos consentiram que o diálogo fosse a melhor maneira para se construir a recuperação salarial dos policiais a partir de janeiro de 2008. Ficou acertado que o chefe de polícia, Gilberto Ribeiro, agendará uma reunião dentro de 20 dias com os secretários de Planejamento, Sérgio Ruy, e Fazenda, Joaquim Levy, para discutir de que maneira poderá ser feita a implementação do reescalonamento no ano que vem.

Durante a reunião Sérgio Cabral falou das dificuldades de caixa, chegando a anunciar que terá que vender imóveis do estado para fazer receita. No entanto, não explicou direito como terá verbas para cobrir as despesas do estado com a contratação, por concurso público, de 1014 novos policiais civis em 2008. O inspetor Francisco Chao, da Comissão de Negociação do SINPOL, disse que é melhor não contratar e pagar melhores salários aos 9.500 policiais civis existentes.

Voltar
Imprimir