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NOTA DO SINDICATO DOS JORNALISTAS
24/11/2014 - NOTA PÚBLICA SOBRE HOSTILIDADES SOFRIDAS POR JORNALISTA E SINDICALISTAS

QUARTA-FEIRA, 19 DE NOVEMBRO DE 2014

 

Nota pública sobre hostilidades sofridas por jornalista e sindicalistas na Academia de Polícia do Rio

 

 

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro repudia a atitude autoritária e grosseira do diretor de ensino da Academia de Polícia do Rio, delegado Carlos Alberto Ramos, que expulsou agressivamente duas diretoras do Sindicato dos Policiais Civis e o assessor de imprensa da entidade, o jornalista Claudio José, das dependências da academia em 20 de outubro passado. A atitude é duplamente condenável por este sindicato: tanto pelo caráter antissindical quanto pelo desrespeito ao trabalho do jornalista.

 

O Sindicato dos Policiais Civis foi até a Acadepol verificar problemas enfrentados por candidatos que brigam na Justiça para assumir vagas na corporação os chamados excedentes. Ao chegarem lá, as diretoras Camila Antunes e Dayse Rocha foram recebidas pelo diretor de ensino da academia, que, durante a conversa, afirmou que tudo estava sendo feito dentro da legalidade e que reconhecia como legítimas as reivindicações do excedentes.

 

Tudo mudou quando o jornalista do sindicato perguntou se poderia acompanhar a reunião com o grupo, que ocorria a portas fechadas. O delegado se exaltou e disse que é nem do lado de fora do auditório poderia ficar qualquer entidade sindical. Com a chegada do presidente do sindicato, a irritação do policial aumentou, e, aos berros, ordenou que todos fossem retirados dali. Um policial constrangido teve que cumprir a ordem absurda de expulsar colegas sindicalistas de um lugar onde eles têm o direito de estar.

 

Não foi a primeira vez que representantes do Sinpol foram constrangidos pelo delegado Carlos Alberto Ramos. O policial tampouco sofreu represálias do comando da Polícia Civil por destratar sindicalistas e jornalistas de forma grosseira. O Sindicato se solidariza com os colegas e informa que enviará um ofício com pedido de esclarecimentos à direção da Acadepol e à cúpula da Polícia Civil. A atitude do delegado nos remete aos tempos mais sombrios da ditadura militar à tempos estes que lutaremos para que não voltem nunca mais.