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04/12/2017 - EM PÉSSIMO ESTADO DE CONSERVAÇÃO, DELEGACIAS TEM ATÉ INFESTAÇAO DE RATOS

Funcion?rios da 1? DP tiveram que dedetizar o local. Relat?rio aponta mais 7 unidades com problemas

O DIA

RAFAEL NASCIMENTO E LUCIANA BARCELLOS

Rio - Concebidas para dar mais conforto aos cidad?os e agilizar o atendimento, as Delegacias Legais est?o ? beira do sucateamento, em p?ssimo estado de conserva??o. Relat?rio do Sindicato dos Policiais Civis do Rio (SINPOL, obtido pelo DIA, destaca pelo menos oito unidades em situa??o cr?tica, como a 1? DP (Central), que tem at? infesta??o de ratos, baratas e tra?as. O documento foi entregue ao Minist?rio P?blico, que instaurou inqu?rito para apurar os problemas na estrutura da Pol?cia Civil.

Al?m da delegacia da Central, est?o na lista das piores unidades a 22? DP (Penha), 30? DP (Marechal Hermes) e 37? DP (Ilha do Governador), na capital; 53? DP (Mesquita), 54? DP (Belford Roxo) e 58? DP (Posse), na Baixada, e 75? DP (Rio DOuro), em S?o Gon?alo. Em todos os locais, o SinPol encontrou desde a falta de papel higi?nico ? aus?ncia de insumos b?sicos para a emiss?o de boletim de ocorr?ncia.




O papel colado na porta de entrada da 1? DP, com o aviso ?N?o abra esta porta. Ela est? quebrada? j? denuncia o abandono. Al?m disso, os funcion?rios da delegacia alegam condi??es insalubres de trabalho. "Tem rato, barata e tra?a. Isso aqui n?o ? um espa?o para se trabalhar. N?s tivemos que fazer um rateio para dedetizar o espa?o", disse um inspetor, que preferiu n?o se identificar.




VIATURAS ABANDONADAS

Das nove viaturas da 22? DP, cinco est?o quebradas e abandonadas em frente ? unidade. Os dois banheiros da distrital est?o fechados ap?s os vasos serem danificados e n?o terem reparos. "Estamos fazendo um esfor?o para continuar atendendo a sociedade", contou um inspetor.

   Na 30? DP (Marechal Hermes), a limpeza ? feita por uma faxineira paga pelos agentes e os computadores est?o sem manuten??o. No Flamengo, moradores fazem vaquinha e doam produtos de escrit?rio, higiene e limpeza para a 9? DP (Catete). Perto dali, na 10? DP (Botafogo), o banheiro para o p?blico est? interditado. Tamb?m h? escassez de assentos para o p?blico. J? na 15? DP (G?vea), o banheiro masculino foi desativado e, das cinco cadeiras na ?rea de atendimento, duas est?o sem o encosto.

   Desde o come?o do ano, a Pol?cia Civil est? na mira do Minist?rio P?blico do Rio, em uma investiga??o do Grupo de Atua??o Especializada em Seguran?a P?blica (Gaesp) para apurar as defici?ncias do ?rg?o.


"O Gaesp est? realizando um mapeamento de todos os problemas estruturais e de funcionamento da Civil. Fizemos reuni?o (na semana passada) com sindicatos e associa??es ligados ? Pol?cia Civil. Estamos em fase de dilig?ncias. Quando terminarmos, partiremos para tentativa de solu??o amig?vel com o governo (atrav?s de Termo de Ajustamento de Conduta), mas caso n?o haja acordo, iremos ajuizar A??es Civis P?blicas", informou o promotor Thiago Gon?alves, respons?vel pela investiga??o.

 

NA BAIXADA, ESTADO DAS DPs ? CA?TICO

Nas DPs da Baixada a situa??o ? ainda mais cr?tica, segundo o SindPol. "A maioria das DPs de l? est?o caindo aos peda?os. ? ca?tico. Os policiais reclamam de infiltra??es, ar-condicionado quebrado e problemas nos computadores. O pouco efetivo tamb?m ? muito preocupante", declarou o diretor do sindicato, Fernando Bandeira. Atualmente a Civil possui 9 mil policiais, quando o quadro prev? cerca de 23 mil.

Nos ?ltimos 10 anos, a Secretaria de Seguran?a P?blica recebeu cerca de R$ 40 bilh?es. No entanto, desde 2015, o repasse est? sendo reduzido. Em 2016, o governo do estado liberou cerca de R$ 10 bilh?es para a manuten??o do efetivo de seguran?a. J? neste ano, foram R$ 8,2 bilh?es.

"Houve uma redu??o muito dr?stica nos investimentos por conta da crise. Evidentemente isso afeta a Seguran?a P?blica. O policial tem menos recursos para trabalhar, tem menos motiva??o, e isso ainda piora com o fim de pagamento das metas", destacou Ign?cio Cano, doutor em sociologia e professor da Uerj.

A assessoria de imprensa da Secretaria de Seguran?a P?blica afirmou, por telefone, que n?o iria se pronunciar. Segundo a pasta, a reportagem deveria procurar a Secretaria de Fazenda e a Pol?cia Civil. At? o fechamento desta edi??o, a Secretaria de Fazenda n?o havia se manifestado. J? a Pol?cia Civil, disse que s? deveria ter um posicionamento hoje.