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08/01/2018 - CORDÃO DA BOLA PRETA TEM DÍVIDAS MILIONÁRIAS E TRAVA DISPUTA ATÉ COM POLICIAIS

CORD?O DA BOLA PRETA TEM D?VIDAS MILION?RIAS E TRAVA DISPUTA AT? COM POLICIAIS

 

S?cios-propriet?rios acusam Oscip de ficar com a parte boa da institui??o, que ? o controle da marca e a organiza??o do desfile

O Cord?o da Bola Preta chega ao cent?simo desfile de sua hist?ria amarrado a uma crise de identidade. Desde que perdeu a sede pr?pria, na Cinel?ndia, em 2008, o mais tradicional bloco da cidade vem sendo gerido pela Organiza??o da Sociedade Civil de Interesse P?blico, Oscip, o Centro Cultural Cord?o da Bola Preta. No entanto, s?cios-propriet?rios do Clube Cord?o da Bola Preta acusam o Centro de ficar com a parte boa da institui??o, que ? o controle da marca e a organiza??o do desfile, enquanto d?vidas milion?rias consomem o que resta de patrim?nio do Bola original, como salas comerciais e uma sede campestre, na Regi?o Serrana.

Somente ao Condom?nio do Edif?cio Municipal, onde ficava a sede, o Bola Preta deve cerca de R$ 4 milh?es. Al?m dos problemas com os antigos s?cios, o Centro Cultural tamb?m enfrenta uma disputa com a pol?cia. O atual espa?o ocupado pelo Bola, na Rua da Rela??o, ? reivindicado pelo Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol). Segundo o presidente Fernando Bandeira, a entidade gastou cerca de R$ 500 mil para reformar o im?vel, que estava abandonado e caindo as peda?os, para depois o ex-governador S?rgio Cabral "tomar" e entregar ao atual Bola Preta. "Desalojaram a gente na maior covardia. O espa?o pertence ? RioTrilhos e nos foi cedido em regime de comodato pela ex-governadora Rosinha (Garotinho)", explicou Bandeira, que prossegue: "A? assumiu o Cabral e no primeiro ano deu esse golpe na fam?lia policial".

O DIA procurou o Centro Cultural Cord?o da Bola Preta, mas a assessoria de imprensa informou que o presidente Pedro Ernesto n?o ia atender a reportagem.


Uniforme de bolas pretas dos foli?es ? item indispens?vel nos desfiles

CEM ANOS

Apesar das crises internas e externas, o Cord?o da Bola Preta resiste. Isso porque, muito al?m de ser o mais tradicional bloco de embalo da cidade, o Bola, na opini?o do professor de Ci?ncias Sociais da Est?cio de S?, o antrop?logo Artur Nunes Gomes, representa "a capacidade extraordin?ria do povo carioca de fazer festa, celebrar a uni?o e, principalmente, combater de forma l?dica as desigualdades e problemas sociais". E uma das vers?es para a funda??o do bloco, em 31 de dezembro de 1918, foi justamente um problema social. ? que naquele ano, o chefe de pol?cia baixou uma portaria amea?ando prender os foli?es e cassar a licen?a dos cord?es e grupos que perturbassem a ordem p?blica. Alvaro Gomes de Oliveira, o Kveirinha, conhecido foli?o da ?poca, resolveu desafiar a pol?cia. Juntou os amigos e alugou a sede do Clube dos Pol?ticos, na Rua do Passeio, onde inaugurou o Cord?o com um "maxix?tico e rebolativo" baile. A princ?pio, o grupo se chamaria "S? se bebe ?gua". Mas a vis?o de uma linda foli? usando camisa branca com bolas pretas mudou o destino do bloco.

Embalado pelo ressurgimento dos blocos de rua, o Cord?o da Bola Preta tem arrastado multid?es em seus desfiles, que s?o realizados no s?bado de Carnaval, com a presen?a de foli?es an?nimos e at? personalidades, como Tia Surica.


Tia Surica, baluarte da Portela, ? presen?a confirmada no bloco

Fonte: Wilson Aquino . O Dia