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11/04/2018 - SINPOL COBRA CONCURSOS NA POLÍCIA CIVIL E LEVARÁ PROPOSTAS AO NOVO SECRETÁRIO DE SEGURANÇA

SINPOL COBRA CONCURSOS NA POLÍCIA E LEVARÁ PROPOSTA AO GENERAL DE APROVEITAR APOSENTADOS

 
No estúdio da Folha Dirigida, Bandeira disse ontem que baixo efetivo produz impunidade
 

O Sindicato dos Policiais Civis - SINPOL - pediu reunião com o novo secretário de Segurança Pública, general Richard Fernandez Nunes, e com o chefe de polícia, delegado Rivaldo Barbosa, para cobrar a realização de concursos urgentes na instituição, objetivando preencher os cargos vagos. Uma lei de 1983 (Lei estadual 699/83) previa um efetivo de 23.116 policiais civis em todo estado.

Passados 37 anos temos hoje apenas 9.413 em toda corporação, prejudicando a apuração de crimes e a condenação de criminosos pela Justiça, já que não há investigação adequada por falta de pessoal, diz Fernando Bandeira, presidente do SINPOL. O índice de apuração de homicídios no estado não chega a 8%, acrescenta o sindicalista, informando que um policial trabalha por três.

  Desde a gestão do ex-secretário, Mariano Beltrame, que o Sindicato vem cobrando o aumento do efetivo na corporação. Os concursos públicos estão proibidos desde maio de 2017 com a decretação da calamidade financeira do Estado. 

Segundo O SINPOL, uma das propostas que será avaliada pelo novo secretário visa aproveitar os policiais aposentados no serviço ativo, sobretudo empregando suas experiências na investigação, inquéritos e na inteligência policial. Em todo estado há cerca de 4.800 policiais aposentados da Polícia Civil. 

Mais recursos para convocar concursados

  Os terceirizados também devem voltar a fazer o primeiro atendimento nas delegacias, deixando o policial civil na sua atividade fim.  Para isso é necessário que o estado injete mais recursos na Polícia Civil e abra novos concursos para preencher as vagas existentes. Com apenas 9.413 policiais às investigações ficam prejudicadas por falta de pessoal nas delegacias, diz Fernando Bandeira, acrescentando que os 400 aprovados no concurso de investigador de 2005 até hoje não foram chamados. O efetivo previsto em lei é de 3.500, entretanto há somente 900 investigadores em todo estado.  

O Sindicato defende ainda a nomeação dos 248 aprovados do concurso de oficial de cartório e dos 96 papiloscopistas dos concursos de 2015. Outros 220 oficiais de cartório aguardam chamada para o curso de formação na Acadepol. De acordo com a lei são 3.181 oficiais de cartório e 2.555 investigadores a menos do que a legislação prevê. A maior defasagem é a do cargo de inspetor: faltam 6.717 agentes. Em março do ano passado, em audiência com o governador Pezão, o SINPOL cobrou a convocação desse contingente de aprovados.

  Outro problema é que a maioria das delegacias vive hoje de doações de empresários e cidadãos: eles doam papel, tinta para impressora, material de escritório e limpeza e até oferecem serviços como manutenção de veículos e reposição de peças de viaturas. 

Ao novo secretário de Segurança, general Richard Nunes, O SINPOL também vai cobrar o pagamento do 13º salário de 2017 que ainda não foi pago pelo estado.