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12/02/2019 - O JORNALISMO E O RIO ESTÃO DE LUTO - MORRE RICARDO BOECHAT


A morte repentina do Jornalista Ricardo Boechat, ontem, num desastre de helicóptero, surpreendeu a todos nós. Na Rádio Band News ele dava voz aos que precisavam, dava espaço aos sindicatos e entidades da sociedade civil. O presidente do SINPOL, Fernando Bandeira, por algumas vezes falou com Boechat ao vivo sobre o pleito dos policiais civis ou sobre manifestações promovidas pelo sindicato, objetivando melhores condições salariais e de trabalho para a categoria. Num desses protestos, que interditou a Av.Rio Branco no centro do Rio, Boechat falou das intenções da manifestação, porém com uma crítica contundente: policiais civis haviam interditado toda a pista da Rio Branco. Ao ser informado pelo rádio-repórter Brigss que a manifestação havia provocado engarrafamentos quilométricos, o SINPOL decidiu junto com a PM deixar o tráfego fluir em meia pista. “Não havia um sindicalista que não admirasse Boechat. Ele dava voz as reivindicações dos trabalhadores. Só não gostava que interditassem uma via pública totalmente, pois o cidadão tem o direito de ir e vir”, lemba Bandeira. “Era um jornalista crítico e competente, voltado para o social e as mazelas da política carioca e brasileira”, diz o sindicalista.

– O assessor de imprensa do SINPOL, Cláudio José, faz um relato:                                Lembro dele ainda cabeludo na Redação do Globo, numa mesa de madeira grande, com vidro em cima, fazendo a coluna do Ibrahim Sued e depois a coluna do Swan. Estamos falando do fim da década de 70 e início da década de 80. No início ficava no anonimato, Após furos e notícias exclusivas, Ricardo Boechat passou a assinar a Coluna do Swan. O chefe de reportagem era o Eli Moreira e o editor Rio, Pinheiro Júnior – acrescenta, Cláudio.

Há uns cinco anos, na campanha de Doação de Sangue encabeçada pela Band News Fluminense, com o objetivo de aumentar os estoques no banco de sangue do Hemo-Rio, O SINPOL enviou uma equipe à Cinelândia onde estava sendo feita a coleta, com transmissão ao vivo da rádio. Na ocasião, através do assessor, Cláudio José, Bandeira mandou entregar o Livro “A Revolta dos Marinheiros”, do anistiado político e escritor, Antônio Duarte. Boechat não só fez a propaganda do livro como também bateu um papo no ar com Cláudio José, agradecendo a participação do SINPOL que havia acertado também a ida de alunos da Acadepol que foram doar sangue para os que precisam.

“Um jornalista brilhante, simples”.

– Ele andava de taxi aqui no Rio, conta Cláudio José, que ao fim do programa se despediu de Boechat que em seguida embarcou num taxi para o Leblon, onde tem residência. “O jornalismo perde um de sus grandes mestres”, conclui o assessor de imprensa do Sindicato.

Consternada, a Diretoria do SINPOL se solidariza com familiares e amigos de Ricardo Boechat, que fará falta nas manhãs da Band News Fluminense com suas críticas, irreverência, autenticidade e bom humor. A Comunicação e o Jornalismo estão de luto.