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10/06/2019 - NA POLÍCIA TÉCNICA, NÃO HÁ REAGENTE PARA EXAMES DE DNA

Informe do Dia – 9/06/2019

 

NA POLÍCIA CIVIL, NÃO HÁ SEQUER REAGENTE PARA REALIZAÇÃO DE DNA

Num governo em que tanto se fala em combater o crime, o investimento em polícia técnica parece um objetivo longe de ser alcançado. Em conversa com a coluna, peritos relataram que, este ano, ainda estão processando laudos de DNA do ano passado. Faltam reagentes para a realização dos exames, o que atrasa as investigações. A falta de produtos químicos também impossibilita o exame de alcoolemia, obrigatório nos casos de acidente de trânsito com mortes. Não há sequer detergente para lavar os vidros onde são preparadas as reações químicas. “Não é só comprar viaturas e armas que é importante”, criticou uma perita.

 

Mães ficam dias esperando no IML

Nos postos dos Institutos Médicos Legais (são 19, além da sede), as necrópsias só podem ser feitas durante o dia, por falta de iluminação adequada. Os peritos revelam ainda que a Polícia Civil comprou 20 scanners de raio x para laudos periciais, com o custo de cerca de R$ 1 milhão cada um, mas as unidades do IML não podem usá-los porque rede elétrica antiga não suporta a demanda por energia. Em audiência pública na Alerj, na última sexta-feira, uma perita da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) desabafou. “As mães ficam esperando por dias os corpos de seus filhos serem liberados do IML, porque não há reagentes para realização de exames. Não temos laboratórios de análises clínicas e nem como descobrir quem foi o autor de um disparo. Se foi polícia ou vítima, num caso de auto de resistência”, afirmou Janaína Matos.

 

Secretário ainda não cumpriu melhorias

Ainda de acordo com relato dos peritos, o secretário de Polícia Civil, Marcus Vinícius Braga, visitou os institutos do Departamento Geral de Polícia Técnica quando tomou posse. Na ocasião, prometeu melhorias. A reportagem procurou a Polícia Civil, que não retornou até o fechamento desta edição.

SEPOL não sabe quando vai investir na base - O SINPOL tem percorrido as delegacias e postos de polícia técnica, denunciando as péssimas condições de trabalho seja pela falta de materiais, como pelas más condições estruturais das unidades policiais. A secretaria de Polícia (Sepol) informou que tem verbas, mas não sabe quanto e nem quanto vai investir