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04/07/2019 - PREVIDÊNCIA - POLICIAIS PROTESTAM E CHAMAM BOLSONARO DE TRAIDOR

 APESAR DO PROTESTO EM BRASÍLIA, POLICIAIS NÃO FORAM CONTEMPLADOS

Depois de ser chamado de traidor por policiais e deputados do próprio partido, Jair Bolsonaro (PSL) jogou a toalha na noite desta quarta-feira (3) e reclamou da categoria, que não aceitou proposta negociada pelo próprio capitão para a reforma da Previdência da classe.

“Eu fiz uma excelente proposta, não aceitaram. Agora vai para o voto”, disse, reclamando que “o problema é que ninguém quer perder nada” com a reforma da Previdência proposta pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

Após manifestações de agentes de segurança pública que, junto a 20 deputados do PSL, o chamavam de traidor, Bolsonaro se comprometeu a negociar pessoalmente mais benefícios para a classe, a contragosto de Guedes. O SINPOL esteve presente no protesto anteontem (terça) na Praça dos Três Poderes junto com policiais federais, policiais rodoviários federais, agentes penitenciários e policiais civis de vários estados. Representou o Sindicato, o comissário Fernando Bandeira.

Depois, confrontando com a informação de que o acordo que contemplava os policiais foi derrubado, ele respondeu que “na Previdência todo mundo vai ter que contribuir”.

Proposta com idade mínima
Hoje, não há idade mínima para policiais federais se aposentarem, e sim apenas uma exigência de 30 anos de contribuição, se homem, e 25 anos, se mulher.

A proposta original, enviada pelo governo em fevereiro, cria uma idade mínima de 55 anos para a aposentadoria da categoria, com 30 anos de contribuição. As exigências foram mantidas na terceira versão do parecer do deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), lida na última terça-feira, 2, na Comissão Especial que analisa a proposta na Câmara.

Bolsonaro negociou para que a categoria conseguisse se aposentar com idade mínima de 53 anos (homem) e 52 anos (mulher).

Na transição, eles também teriam o direito ao último salário da carreira (integralidade) e reajustes iguais aos da ativa (paridade) desde que cumprissem um pedágio de 100% sobre o tempo que faltasse para trabalhar. Ou seja, se faltarem dois anos, o agente teria que trabalhar mais quatro anos.

A proposta, no entanto, não foi aceita pelos policiais.

                        Esplanada dos Ministérios, frente ao Congresso, policiais protestaram

Bandeira representou o Sindicato e distribuiu o jornal do SINPOL