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09/06/2021 - POLÍCIA CIVIL FARÁ MUTIRÃO DE COLETA DE DNA PARA AUXILIAR NA IDENTIFICAÇÃO DE DESAPARECIDOS NO RIO DE JANEIRO

Ação é parte de uma campanha nacional que vai acontecer de 14 a 18 de junho em 13 pontos de coleta no estado

Em todo o estado, de acordo com Instituto de Segurança Pública do Rio de Janeiro (ISP), só nos quatro primeiros meses de 2021, foram registrados o desaparecimento de 1.281 pessoas. Na tentativa de solucionar este problema alarmante, a Secretaria de Estado de Polícia Civil (SEPOL), por meio do Instituto de Pesquisa e Perícias em Genética Forense (IPPGF), vão realizar um mutirão para coleta de DNA de familiares de pessoas desaparecidas. A coleta será feita de 14 a 18 de junho e a expectativa é de mais que dobrar as amostras relacionadas a casos de desaparecimento no banco de perfis genéticos do Rio de Janeiro, que hoje conta com cerca de 1300 amostras desse tipo.

O material coletado servirá para comparar o material genético de corpos de pessoas sem identificação e de pessoas vivas que estão sem identidade por algum motivo em abrigos, hospitais ou nas ruas. A coleta é feita sem dor, em um processo bem simples, passando na parte de dentro das bochechas do familiar, uma espécie de suporte contendo uma pequena esponja na extremidade (semelhante a um “cotonete”).

"Toda vez que há um corpo não identificado, após todas as outras possibilidades de exames, como o de papiloscopia, é feito um exame genético realizado pela perícia genética forense. O mesmo procedimento é feito com pessoas vivas que não tem sido identificação. Esse DNA é comparado semanalmente aos perfis genéticos de familiares que já estão no banco. Vale lembrar que tal busca (na rede) só é feita mediante a doação voluntária do material genético", explica Marcelo Martins, diretor do IPPGF.

POR ALINE CAVALCANTE

Publicado 08/06/2021 14:54 |